
Nossa escola desenvolve inúmeros projetos educacionais e todos eles, desde o mais simples aos mais complexos têm a grande preocupação de preparar as crianças e os jovens a viver na complexidade do mundo moderno.
Os novos tempos estão exigindo a releitura das teorias educacionais e uma revisão da prática pedagógica justificada pela mudança dos paradigmas. O domínio do saber, os conhecimentos e as informações não são suficientes para a sobrevivência nesta selva e o diploma é apenas um passaporte que não assegura a tranqüilidade da travessia.
As escolas sempre prepararam profissionais e mão-de-obra que o mercado necessitava e mesmo sem a eficiência em algumas áreas, representava a única alternativa existente. Hoje, os formandos saem da universidades já defasados e despreparados para o mercado. A complexidade reinante exige que o processo educacional vá além das informações e conhecimentos, implicando no desenvolvimento de habilidades, competências, componentes culturais e valores constituídos por estímulos e mediações, vindos de fora do indivíduo e por outras instituições da sociedade.
No sentido de saber criar as oportunidades e instrumentos para a consecução de tais metas é que o empreendedorismo não pode ficar fora do processo educacional regular que propomos. Hoje, a educação e o empreendedorismo não devem ser percebidos e cultivados de forma dissociada, sob pena de haver necessidade e um retrabalho para compensar e corrigir as dificuldades de uma educação sem empreendedorismo.
Na realidade trata-se de uma mudança dos objetivos educacionais. Há alguns anos vimos trabalhando com as crianças e jovens com o objetivo de torná-los pessoas com autonomia intelectual, física, emocional e social. Porém, um fato novo surgiu. As crianças e jovens de hoje quando forem adultos terão muito trabalho, mas não emprego. Acabou a estabilidade profissional e também o emprego de carteira assinada. São novos indicadores de que a escola precisa se adequar.
Este fato está trazendo grandes implicações aos jovens adultos de hoje. De um lado não há empregos e do outro, não foram preparados para um trabalho autônomo.
Com Peter Drucker adotamos a premissa de que o empreendedor é aquele que sabe aproveitar as oportunidades que as mudanças criam. O empreendedor, com sua autonomia de pensar, aprende a ousar e ir além do alcance dos próprios braços e pernas. O ser humano não nasce empreendedor. É preciso um aprendizado, que começa desde pequeno, nas pequenas ações do cotidiano.
